La biblioteca fantasma

Don Quijote, bolchevique

Alfredo Ary dos Santos. D. Quixote bolchevick.
Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1936.

Alfredo Ary Dos Santos debió de llegar a Salamanca los primeros días de la guerra. Hizo varios viajes desde Lisboa, según él impresionado por las escenas de dolor que había visto en un hotel reconvertido en hospital. Era un abogado lisboeta de 33 años, casado desde hacía diez, con un hijo. Él mismo se definía políticamente como de extrema derecha. Había escrito ya varios libros, entre ellos “Dos crimes sexuais”, “Nós, os abogados”, “O crime de abôrto”, “Etiópia 100%” y posteriormente publicaría el que habría de darle algo más de fama: “Eça de Queiroz e os homens de leis”.

En este Don Quixote bolchevick, publicado en el mismo 1936, recoge las primeras impresiones que tuvo de la guerra en Salamanca. Se hace eco de las atrocidades comunistas (aunque al final, en la fe de erratas, tiene que desmentir lo que cuenta del asalto a la embajada portuguesa en Madrid) sin recato alguno. No solo publica una horrible fotografía de una cabeza mutilada; tampoco escatima detalles de una escena en la que un padre maniatado tiene que ver cómo unos comunistas violan y golpean a su hija, a la que terminan introduciendo un cartucho de dinamita que la hará explotar.

A los bulos que recoge une también sus alegatos ideológicos, cuya exaltación de la violencia y de la virilidad recuerda tanto al entusiasmo falangista. Dirá: “Ser violento, conviene explicarlo, no es ser un criminal; es ser enérgico”. No obstante, su feroz anticomunismo, latente en cada línea del libro, no le impide reverenciar a quienes, aun siendo enemigos, muestran la valentía que él exige a los suyos: “Falo, sim, dos que levados por uma ideologia falsa e sem terem podido compreender para onde os arrastam, daõ galhardamente o seu peito às balas, tal e qual nós o daremos amanhã ou depois”.

La exaltación guerrera de aquellos primeros días de devoción a la muerte le hace mella. Reconoce que en una visita a Italia tras el triunfo de Mussolini le desagradó la idea de las milicias civiles, y mucho más el espectáculo de los desfiles de niños con un cuchillo al cinto. Reconoce ahora que estaba engañado, y disfruta viendo en la Plaza Mayor una marcha de críos de nueve, diez y once años, el día que se esperaba que cayera Toledo. Incluso los fotografía, emocionado. “Senti pasar por mí un corriente galvánica de entusiasmo y aplaudí, con gran indignación, ciertamente, de Miguel de Unamuno”.

A Miguel de Unamuno lo había conocido en ese momento, en la Plaza Mayor. Unamuno tenía entonces 71 años. La violencia insolente y desgreñada que se desató al proclamarse la República hizo que desconfiara de ella. “Empezaría a solidificarse su vieja idea del resentimiento social, que acabaría centrando su racionalización de los hechos de la guerra civil”, dirá Luciano González Egido en un libro indispensable para seguir los últimos pasos de Unamuno: “Agonizar en Salamanca”.

Se le arrimaron los falangistas y los republicanos abominaron de él. Se le desposeyó de todo cargo y sueldo. Quedó en Salamanca. Sus dos hijos luchaban en el frente, contra los fascistas. Uno de ellos aparecerá en la revista “Estampa” en abril de 1937 con la cabeza vendada, fotografiado junto a la periodista Luisa Carnés.

Miguel de Unamuno fue vilipendiado en la prensa republicana. “Mundo Obrero”, que no perdía ocasión de denunciar y amenazar desde sus páginas a toda aquella persona de la que pudiera decir, cierta o falsamente, que era fascista, le dedicó el 10 de agosto un editorial titulado “Unamuno al servicio del fascismo en Salamanca”. González Egido considera que es el primer ataque que recibe desde la prensa izquierdista. Llegaron más: el 21 de agosto se publicó una carta abierta de Ilya Eherenburg en varios periódicos españoles. Ehremburg llamaba a Unamuno exrevolucionario, expoeta y colaborador de Mola. También en “El Mono Azul” se le dedica una de las repugnantes columnas llamadas “A paseo”. Se le acusa de traidor y de ser un “fantasma superviviente de escritor”. Y en la misma página un tal Armando Bazán titularía un artículo “Unamuno junto a la reacción”, poniendo al pensador español junto al “ebrio consuetudinario” Queipo de Llano, “maculado por el vicio de un orgullo satánico”. Se ve que el marxismo bebía con gusto las aguas de la moral católica más casposa.

Alfredo Ary dos Santos cuenta así su encuentro con Unamuno en la Plaza Mayor, un día de verano de 1936:

Necessito tomar café, respirar outro ar, e sigo direito à Plaza Maior, onde abanco. Mando vir um “express”, “expressamente” mau e sorvia já os últimos goles, temperados com um González Bias, quando avançou direito à nossa mesa um homem alto, com uma barbicha em ponta, uns óculos encavalitados num nariz que se diria um bico de águia e a nascer de uma testa enorme umas farripas brancas. Vestia de azul escuro, uma calça macaco e um jaquetão da mesma côr, em cuja gola havia larga sementeira de caspa. Era D. Miguel Unamuno.

Abancou à nossa mesa e mal o fêz ante-gozei o prazer de ter uma boa hora de conversa cheia de interêsse. D. Miguel começou a falar; falou, falou e continuou falando, mas ao modo que as palavras, em tropel saíam da caverna que se esconde entre aquele bigode caído e essa perita satânica, foi pouco a pouco decrescendo a consideração que, talvez sem saber porquê, eu me habituara a ter pelo homem que só agora tinha na minha frente. Unamuno é dos que falam primeiro e pensam depois; uma simbiose espanhola de Guerra Junqueiro e Vítor Hugo, fabricada para viver do século XIX, para o século XIX e no século XIX; um senhor, que senão fôsse o respeito devido aquela fonte perene de caspa, que são as suas repas alvas estava a pedir cem gramas de óleo de rícino.

- O momento actual -perorou o catedrático- a Espanha de hoje sofre de um século de sífilis mal curada; tudo isto que para aí se vê: falangistas, requetés, legionários do Dr. Albiñana, tudo; esta exaltação do uniforme feita fora do exército- é a tradução de uma paranóia colectiva; “es un caso patológico”.

- É, porém, necessário que haja paranóicos a bateremse na frente do Guadarrama, para que os intelectuais, como D. Miguel, possam viver tranqüilos em Salamanca. Os comunistas, segundo parece, não têm qualquer respeito pelo cérebro.

E Unamuno -ou porque não quisesse reparar na objecção ou porque o discurso
que trazia engatilhado, tal como os discos de grafonola, não se vergasse a contestações,- prosseguiu:

- O comunismo, o comunismo puro não está mal, mas o comunismo combinado com a pedagogia é horrível. Sou liberal como nunca e agora mais do que nunca elogio o século XIX, que hoje está em moda combater. É século de Fulano, de Beltrano, de Sicrano… – e vá de catalogar todos os nomes dos homens cujas ideias e cujos filhos deram as desgraçadas ideias dos nossos pais e produziram o horroroso ambiente em que hoje nos debatemos.

Timidamente ainda tentei atacar o “stupide XIX siècle”, mas D. Miguel, batendo nervosamente com a grossa bengala de volta no lagedo, prosseguia:

- Não, não; só os espanhóis podem compreender a Espanha de hoje e tudo o que entre nós se passa.
- Porém …
- Catolicismo em Espanha quere dizer uma coisa e em França outra. Entre nós houve um excesso de, fé religiosa e hoje há um excesso de fé guerreira; o excesso de fé, a fé geral é o que mata a fé, porque onde não há oposição de ideias não há ambiente para gerar ideias; para soltar a faísca são precisos dois polos: o negativo e o positivo; só com um nada se obtém.

Houve uma pausa; D. Miguel congestionado, limpou o suor , e nesta altura, um português, que babadamente sorvia as palavras do catedrático, disse num idioma, que não faço a mais pequena ideia do que seja:

- “Pierto de Amarante bibe Antonio Correia de Oliveira, Belinho; és un muchacho
mucho inteligiente. Conósque?”

Miguel de Unamuno conseguiu compreender a pregunta e falou então de Correia de Oliveira, de Eça de Queiroz, de Guerra Junqueiro, do eterno suicídio de Antero e de Oliveira Martins, cujas histórias de Portugal devem, para êle, igualar os artigos de um outro Martins, ainda hoje vivo, e que é nuestro Rocha. Mas logo cinco minutos depois dessa breve digressão literária, cheia como sempre de lugares comuns e de alguns errozinhos, voltava à carga para venenosamente atacar e destruir a gente e a mentalidade – boa ou má – que lhe permitem não ter ainda seguido a sorte inglória dos Quinteros, de Jacinto Benavente e do meu amigo Wenceslao Fernandei Florez, que parece terem sido fuzilados pelos bandos às ordens de Moscovo e de Paris.

- A mocidade de hoje, homens de amanhã, não tem inteligência. Há, mesmo, o propósito de combater a inteligência e vivese do sport, do abuso do sport. Ao século do cérebro, seguese o século do músculo. Ora, para saber obedecer, também é preciso ter inteligência e os que não a têm, ou por sistema a combatem, nem sequer obedecer sabem. Por paranóia são militaristas; quando estão fora do Exército inventam falanges e legiões para poderem andar mascarados, de calções “àchantilly”, correame e botas altas, mas, por combaterem a inteligência e não, serem inteligentes, são incapazes de saber obedecer. Os rapazes de hoje não se interessam seja pelo que fôr e quem não se interessa por uma coisa é incapaz de afazer. Admitamos que sejam susceptíveis de ter ideias e que tenham uma ideia pura: as ideias dêsse género são detestáveis; a água fisiològicamente pura é impotável e a enfermidade é o primeiro elemento do progresso.

Farto já da conversa de D. Miguel Unamuno, levantei-me para ir descobrir um barbeiro, cuja, filosofia seria de-certo igual à sua, tendo a vantagem de me rapar uma barba de quatro dias… E pelo caminho rasguei o frontispício de um livro meu que tencionava oferecer ao filósofo da perinha branca e onde, antes de ouvir a última frase que deixo transcrita, rabiscara a tinta verde:

“Ao Imperador da Inteligência, lembrança de um paranóico português ao serviço de Espanha”.

Quando voltei da peluqueria, o filósofo ainda discursava. Falava então de Sidónio Pais, do seu intelecto e, sem se saber bem porquê, conclui a que um pouco de descanso não estaria mal agora. Depois, e em resposta a outro companheiro de mesa, que tentava inutilmente saber se D. Miguel Unamuno acreditava na existência de Deus, vá de fugir como se fôsse uma enguia:

- A pregunta – se eu creio na existência de Deus – envolve a resolução de três problemas, que são dos mais difíceis de resolver. É preciso saber, em primeiro lugar, o que é crer; depois, o que é existir e, finalmente, o que é Deus.

Nesta altura mudei de poiso e fuime sentar do outro lado do grupo, onde o cura D. Manuel – que classifica as teorias de Unamuno de «mierda de pavo» – contava algumas anedotas mais proveitosas E à noite, quando tôdas as luzes já se tinham apagado por causa dos aviões vermelhos, ainda voltei àquela praça fantástica, que segundo Karhl Waerman, na História da Arte, é o exemplo frisante de que a arquitectura espanhola «se sometió, menos que la de cualquier otro país de Europa, a la moda francesa de la época». A essa moda esperemos que não se submeta também a mentalidade espanhola.

Despacho de Unamuno. Crónica. 1930.

Ary dos Santos pretendía ridiculizar a Unamuno, pero no cabe duda de que consigue justo lo contrario. La paranoia colectiva. Quizá no haya forma más precisa y breve de definir lo que fue la guerra civil.

Cito ahora a Andrés Trapiello y su relato de lo ocurrido el día 12 de octubre del 36. Como él dice “se ha repetido hasta la saciedad, pero ningún libro que se escriba de la Guerra Civil podrá no recoger las palabras de Unamuno en el paraninfo de la Universidad de Salamanca”.

El episodio de Salamanca es conocido: asistían al acto, en el estrado del paraninfo, Carmen Polo, mujer de Franco, el obispo de la ciudad, el general Millán Astray y presidiendo en representación de Franco, el rector, Unamuno. Entre el público, falangistas, autoridades locales, legionarios, catedráticos… A Unamuno se le veía esa mañana nervioso. Iba a presidir el acto en nombre de Franco, al que había visto ya días antes. Llevaba en el bolsillo de la chaqueta la carta que le había escrito la mujer de Atilano Coco, pastor protestante y amigo de Unamuno. Le pedía a este que intercediera acaso ante Carmen Polo. La vida de su marido, encarcelado, corría peligro (lo asesinaron poco después).

Mientras Millán Astray arrojaba sobre los presente brutalidades de cuartel, a Unamuno, con el semblante serio, se le veía garabatear, nervioso, en una cuartilla algunas acotaciones…
Se ha reconstruido (con variantes, según los biógrafos) lo que dijo el viejo rector, cuando le tocó el turno de intervención, tras don José María Ramos, el dominico padre Vicente Beltrán de Heredia, don Francisco Maldonado de Guevara y José María Pemán.

El silencio que se hizo fue profundo. Todos comprendieron que de aquel anciano con cabeza de búho podía venir para el Glorioso Alzamiento el refrendo que tanto precisaban. Como al oráculo, lo escucharon.

“Estáis esperando mis palabras. Me conocéis bien y sabéis que soy incapaz de permanecer en silencio. Callar, a veces, significa mentir -empezó diciendo-, porque el silencio puede interpretarse como aquiescencia.

“Había dicho que no quería hablar, porque me conozco; pero se me ha tirado de la lengua y debo hacerlo. Se ha hablado por aquí de guerra internacional en defensa de la civilización cristiana; yo mismo lo he hecho otras veces. Pero no, la nuestra solo es una guerra incivil. Nací arrullado por una guerra civil y sé lo que digo. Vencer no es convencer y hay que convencer sobre todo, y no puede convencer el odio que no deja lugar para la compasión; el odio a la inteligencia, que es crítica y diferenciadora, inquisitiva, mas no de inquisición. Quisiera comentar el discurso (por llamarlo de alguna forma) del profesor Maldonado. Dejemos aparte el insulto personal que supone la repentina explosión de ofensas contras vascos y catalanes. El obispo, quiera o no, es catalán, nacido en Barcelona, para enseñaros la doctrina cristiana, que no queréis conocer, y yo, que, como sabéis, nací en Bilbao, soy vasco y llevo toda mi vida enseñándoos la lengua española, que no sabéis. Eso sí es Imperio, el de la lengua española, y no…”.

Millán Astray, que llevaba un buen rato nervioso, golpeaba con su única mano la mesa e interrumpió con impertinencia: “¿Puedo hablar? ¿Puedo hablar?”. Hizo entonces uso de la palabra.

Pronunció un breve discurso, dictado por el histerismo, incoherente, en defensa de la rebelión militar, nos dice un cronista. Se dio suelta a bufidos, vítores, y Unamuno pudo, a su vez, retomar el hilo de sus palabras:

“Acabo de oír el grito necrófilo y sin sentido de ¡Viva la Muerte! Esto me suena lo mismo que ¡Muera la vida! Y yo, que me he pasado toda la vida creando paradojas que provocaron el enojo de los que no las comprendieron, he de decirle, como autoridad en la materia, que esta ridícula paradoja me parece repelente. Puesto que fue proclamada en homenaje al último orador, entiendo que fue dirigida a él, si bien de una manera excesiva y tortuosa, como testimonio de que él mismo es un símbolo de la muerte. ¡Y otra cosa! El general Millán Astray es un inválido. No es preciso decirlo en un tono más bajo. Es un inválido de guerra. También lo fue Cervantes. Pero los extremos no sirven como norma. Desgraciadamente hay hoy en día demasiados inválidos en España. Y pronto habrá más, si Dios no nos ayuda. Me duele pensar que el general Millán Astray pueda dictar las normas de psicología de las masas. Un inválido que carezca de la grandeza espiritual de Cervantes, que era un hombre (no un superhombre) viril y completo a pesar de sus mutilaciones, un inválido, como dije, que carezca de esa superioridad del espíritu, suele sentirse aliviado viendo cómo aumenta el número de mutilados alrededor de él.

“El general Millán Astray no es uno de los espíritus selectos, aunque sea impopular o, quizá por esta misma razón, porque es impopular. El general Millán Astray quisiera crear una España nueva (creación negativa sin duda) según su propia imagen. Y por ello, desearía ver a España mutilada, como inconscientemente dio a entender”.

En este punto interrumpió Millán Astray al grito de “¡Muera la inteligencia!”, matizado por un José María Pemán que intentaba restañar lo irrestañable con el de “¡No! ¡Viva la inteligencia! ¡Mueran lo malos intelectuales!”. Sabía Pemán de lo que hablaba. 1935: conferencia en Acción Española; título: “La traición de los intelectuales”; destino: la futura política franquista; represaliados: los Unamuno del mundo.

Es imaginable la pita que se armó entre los falangistas, profesores y público, frente a un viejo que se había atrevido a decir lo que nadie en España, en aquellas circunstancias, habría sido capaz de espetarle a un ser moralmente tan repulsivo. Cuando la grita remitió y se hizo de nuevo el silencio, Unamuno pudo proseguir:

“Este es el templo de la inteligencia, y yo soy su sumo sacerdote. Vosotros estáis profanando su sagrado recinto. Yo siempre he sido, diga lo que diga el proverbio, un profeta en mi propio país. Venceréis, pero no convenceréis. Venceréis porque tenéis sobrada fuerza bruta. Pero no convenceréis, porque convencer significa persuadir. Y para persuadir, necesitáis algo que os falta: razón y derecho en la lucha. Me parece inútil pediros que penséis en España. He dicho”.

Cuánta grandeza en las palabras de Unamuno, cuánta dignidad en su acto, qué ilimitado coraje quijotesco: ¡él solo sontra follones, malandrines y gigantes! Nadie, durante la guerra, ni en las trincheras del frente ni en la retaguardia, estuvo tan cerca de la muerte ni la desafió con más arrestos.

En ese momento Carmen Polo, escudada en Pemán, le dio su brazo, y así, amparado por la mujer del ya proclamado Jefe del Estado y el orador gaditano, salió de la universidad, mientras le protegían de falangistas y legionarios que querían llevárselo para el paseo o lincharlo allí mismo.

Esa misma tarde Unamuno, como todas las tardes, se dirigió al Casino, del que era presidente honorífico, y allí, al entrar, fue insultado de nuevo violenta y reiteradamente, y expulsado. Jamás volvió a poner en él los pies, y en Salamanca empezó a saberse que la vida del rector corría serio peligro.

Diez días después la rueda de la fortuna dio un vertiginoso molinete, y un decreto, firmado por Franco, le volvía a destituir de todos sus cargos. Ni concejal. A Unamuno entonces, confinado de nuevo en la isla de su casa, apenas se le vería.”

  1. Anónimo

    Brema,
    Me parece interesantísimo este post. No conocía a este tipo, pero sí conozco un poco del desconocido apoyo portugués a Franco durante la guerra. Hay una película, por ejemplo, que merece ser vista: O caminho a Madrid. Creo que deberías poner a tus seguidores a investigar esto. A sus pies siempre.

  2. Bremaneur

    Jajaja, precisamente pensaba preguntarte a ti. Por cierto, el viernes consulta el blog porque ya tengo tu entrada lista.

  3. Delafai

    Este lusitano desconoce la guerra civil en Salamanca, vamos que si estuvo, estuvo de fin de semana o se confundió de ciudad.

    No hubo violencia “roja” en ningún momento y si 700 muertos/desaparecidos sin ser/tener la ciudad frente de guerra

    Para el que le interese

    http://www.salamancamemoriayjusticia.org/bib2.asp

    o la obra de Ricardo Robledo “Esta salvaje pesadilla. Salamanca en la guerra civil española” http://www.foroporlamemoria.info/noticia.php?id_noticia=3151

    Salud

  4. Monasticon

    Parabéns pelo post, deveras interessante e elucidativo quanto ao conteúdo literário do livro e ideário de A. Ary dos Santos.
    O tempo é inimigo dos ledores, os livros passam-nos pelas mãos e, bastas vezes, nem sabemos o que vai lá dentro…
    «Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.
    Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.»
    (José de Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro, 1921)
    Cordiais saudações.

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